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segunda-feira, 16 de maio de 2016
Quem és tu Espírito de Amor?
«Quem és tu,
Doce luz que me preenche
e ilumina a obscuridade do meu coração?
Conduzes-me como a mão de uma mãe
E se me soltasses,
não saberia nem dar mais um passo.
És o espaço que envolve todo meu ser e o encerra em si.
Se Fosse abandonado por ti
cairia no abismo do nada,
de onde tu o elevas ao Ser.
Tu, mais próximo de mim que eu mesmo
e mais íntimo que minha intimidade,
E, sem dúvida,
permaneces inalcançável e incompreensível,
E que faz brotar todo nome:
Espírito Santo — Amor eterno!»
«Não és Tu
O doce maná
que do coração do Filho flui para o meu,
alimento dos anjos e dos bem aventurados?
Aquele que da morte à vida se elevou,
Também a mim despertou a uma nova vida
Do sono da morte.
E nova vida me doa
Dia após dia.
E um dia me cumulará de plenitude.
Vida de minha Vida.
Sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, – Vida Eterna!»
Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) | 1891 - 1942
Poesias, V, p. 769´
Fonte: Carmelitas PT
quarta-feira, 25 de março de 2015
Anunciação do Senhor
Somente Maria, a Mãe de Deus,
foi Virgem e Mãe
e, nestas perfeições,
é Ela somente que nos figura a pureza,
virgindade e maternidade da Igreja.
Esta é virgem porque na sua concepção,
nos seus partos, age o Espírito Santo;
é mãe fecunda pois conta como filhos
todos os destinados à glória.
Maria não é só o tipo e a figura mais perfeita possível da Igreja
para quem se consocia com ela.
É também a mais poderosa medianeira
neste enlace sagrado entre a Igreja
e o seu Esposo.»
Beato Francisco Palau
fonte: Carmelitas Portugal
tela: Estudo Anunciação Henry Ossawa (1898)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Beata Isabel da Trindade | 1880 - 1906 A Grandeza da nossa vocação, 3
Esta doutrina de morrer para si mesmo,
que entretanto constitui a lei
de toda a alma cristã,
desde que Cristo disse:
“Se alguém quiser vir após mim
que tome a sua cruz e renuncie a si próprio”,
esta doutrina,
apesar de parecer tão austera,
é duma suavidade deliciosa,
quando se olha para o termo desta morte,
que é a vida de Deus,
colocada em vez da nossa vida
de pecado e de misérias.
É o que São Paulo queria dizer,
quando escrevia:
“Despojai-vos do homem velho
e revesti-vos do novo,
segundo a imagem d’Aquele que o criou.”
Esta imagem é o próprio Deus.»
fonte; Carmelitas Portugal
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Santa Teresa D'Ávila - Transverberação
"Quis o Senhor que eu tivesse algumas vezes esta visão: eu via um anjo perto de mim, do lado esquerdo, em forma corporal, o que só acontece raramente. Muitas vezes me aparecem anjos, mas só os vejo na visão passada de que falei. O Senhor quis que eu o visse assim: não era grande, mas pequeno, e muito formoso, com um rosto tão resplandecente que parecia um dos anjos muito elevados que se abrasam. Deve ser dos que chamam querubins, já que não me dizem os nomes, mas bem vejo que no céu há tanta diferença entre os anjos que eu não os saberia distinguir.
Vi que trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus. A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus. Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participe, às vezes muito. É um contato tão suave entre a alma e Deus que suplico à Sua bondade que dê essa experiência a quem pensar que minto."
fonte: padrepauloricardo.org.br
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